Acerca de mim

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Nasci e cresci em Casa Branca- Sousel. Adoro o Alentejo. Ensinar Português e Francês foi e é a minha grande paixão. Hoje, estou reformada, mas continuo a ensinar e a partilhar na Academia Sénior de Estremoz, na disciplina Poesia e contos. 
Divulgar contos tradicionais portugueses é outro dos meus prazeres, por isso, vou ao Lar da Terceira Idade de Casa Branca ler contos aos utentes.
Pintar, ouvir música, passear, viajar, conviver, brincar com a minha Pantufa, falar com a minha filha Rita, etc. etc. etc...

domingo, 10 de abril de 2016

ACEITAR-ME COMO SOU...

Nem boa nem má!
Nem pobre nem rica,
Nem feia nem bonita!
nem nova nem velha! 
Sou um ser que acredita.
Nesta vida« às vezes maldita»
Tudo passa,nada fica.
Há que aproveitar,
Ver o tempo passar!
Sorrir,passear,cair, levantar!
Dormir, sonhar,
«que aprendia a cantar»

Sim é importante, aceitar-me como sou! acho que sou um ser normal;
com alguns defeitos e algumas qualidades! Sou teimosa, ou seja persistente!
Não que  ache que tenho sempre razão; mas quando tenho! nada me faz mudar de
ideias.
Bem às vezes, sou um pouco preguiçosa ...preguiça de levantar, preguiça de telefonar,
preguiça até de pensar.
Mas também sou trabalhadora; quando me apetece! 
Sou muito sensível e amiga da minha amiga.
Pois amizade só a tem quem a sente! é um privilégio senti-la. Felizmente eu tenho esse sentimento,
para mim é ótimo ; pois vivendo sózinha nunca senti solidão! os dias passam rápido, as noites com telefone,
e internet também são rápidas.
Gosto de ajudar os meus amigos, sem esperar nada em troca!pois para mim « amigo» é suficiente e tenho
alguns felizmente, também tenho conhecidos  de que gosto muito. A vida é uma passagem e tento
vivê-la o melhor que posso e sei

Ana Maria Tronco

segunda-feira, 21 de março de 2016

LENDA DA PRINCESA FÁTIMA



Fátima, jovem e bela princesa moura, era filha única do emir, que a guardava dos olhos dos homens numa torre ricamente mobilada, tendo por companhia apenas as aias e, entre elas, a sua preferida e confidente Cadija.

Apesar de estar prometida a seu primo Abu, o destino quis que Fátima se apaixonasse pelo cristão que seu pai mais odiava, Gonçalo Hermingues, o "Traga-Mouros", o cavaleiro poeta que nas suas cavalgadas pelos campos via a bela princesa à janela da torre.

Rapidamente o coração do cavaleiro cristão se encheu daquela imagem e sabendo que a princesa iria participar no cortejo da Festa das Luzes, na noite que mais tarde seria a de S. João, preparou uma cilada de amor.

No impressionante cortejo de mouras e mouros, montando corcéis lindamente ajaezados, Fátima era vigiada de perto por Abu. De repente, os cristãos liderados pelo "Traga-Mouros" saíram ao caminho e Fátima viu-se raptada por Gonçalo. Mas Abu depressa se organizou e partiu com os seus homens em perseguição dos cristãos e a luta que se seguiu revelou-se fatal para o rico e poderoso Abu.

Como recompensa pelos prisioneiros mouros, Gonçalo Hermingues pediu a D. Afonso Henriques licença para se casar com a princesa Fátima, a que o rei acedeu com a condição que esta se convertesse.

A região que primeiro acolheu os jovens viria a chamar-se Fátima, mas a princesa, já com o nome cristão de Oureana, deu também o seu nome ao lugar onde se instalaram definitivamente, a Vila de Ourém.

domingo, 8 de junho de 2014